segunda-feira, fevereiro 28, 2005

1 on you

32 - you smile when you get caught.

Os Óscares....

Agora que tenho o King Kard posso fazer juízos altamente fundados, sem medo de dizer disparates, fruto de ignorância ou desleixo cinéfilo. Por isso, é com alguma razão de ciência que digo: Então e o Closer? Ninguém dá um Óscarzito ao filme? Ou resolvemos não premiar a qualidade este ano? Porque, convenhamos, o Sideways é uma bosta; o Million Dollar Baby é tão bom que também eu no fim desejava a Eutanásia (o sacana do filme está demasiado bem feito!!! Mas nem só de perfeição vive um filme.); o Aviador nem vou ver (se montarem o filme só com as cenas da Cate, talvez vá.); o Finding Neverland... o finding neverland é perfeitamente indiferente! Não me importei de ver, mas se não tivesse visto era igualmente (in)feliz. O Ray, talvez o Ray... Mas se calhar bastava dar o Óscar ao homem, não? Podiamos ainda falar do Vera Drake, mas era repetir o que disse do MDB, mudando a variável Eutanásia para aborto. "-Ahhhhh......", diz o atento leitor, "- tu és muito parcial! Só gostaste do closer.". E, respondo eu, "- Não, atento leitor!". Então e o The Village????? HUM? E o Antes de Anoitecer? Mas está tudo cego? Então dão o melhor argumento adaptado ao Sideways? Um filme cuja frase mais interessante é " I'm not Jack", dita por um depressivo com ar de psicopata? Não percebo. Acho que andaram todos a beber uns Merlotzitos a mais no momento de votar.

domingo, fevereiro 27, 2005

99 points on you (I - two on you)

53. You almost cry about everything and blame some idiot for it.

54. Everyone who surrounds you trembles when you say the most disarming argument and then proudly you uphold your nose with a little snif.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Sideways

Me engana qu'eu gosto.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

zyrtec

Em tempos o meu melhor amigo, hoje uma saudosa amante ressentida.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

O pós-eleições.

Chove mais, faz mais frio, dizem que é bom.
Os vencedores preparam o trono,
Os perdedores regressam, se têm para onde regressar.
Daqui a uns dias continuará a chover,
Depois fará sol, calor e cairão as folhas das árvores,
Do trono preparado novas se farão,
No espaço regressado (ou não), não se há-de morrer.
Porque numa luta não há perder até morrer,
Porque na vida não há ganhar sem querer.

sábado, fevereiro 19, 2005

Deitar cedo e cedo erguer.

Dá saúde e faz crescer.
Não sabiam, pois não?

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

stylish

" - Talvez o senhor seja mais fotogénico do que eu. Who will be the judge of that? ".

( " Memórias galantes e importunas, poesias, charadas, e uma peça de teatro." Selva, Rui, por publicar.)

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

E se os Americanos invadissem o México? Ou o Canadá?

Será que todos (candidatos inclusive) levávamos as eleições mais a sério?
Temo que não, temo que não...

always look on the brighter side of life

Always look people in the eyes.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Oficie-se e oficialize-se

Sou escravo do meu blog.

( som - "Não me consumas", Humanos, Variações. )

jovem procura companheira/o

SWM
Jovem Ronhonhó procura apartamento para partilhar com outro(s) jovem(ns). Lisboa, central, que não dê problemas. Dá-se preferência a pessoas sem patologias mentais.
Interessado(a)s poderão escrever para o mail lá de cima.

domingo, fevereiro 13, 2005

sempre à porrada menino...

Gostava de ter andado à porrada quando era puto. Em vez disso, nas festas de anos, sentava-me ao lado de um qualquer adulto, neurótico com a criançada, e esgotava-lhe a reduzida paciência com perguntas indiscretas e histórias sobre viagens fora da minha terra. Não comia doces e tirava o queijo e fiambre do pão. Quando finalmente os meus contemporâneos se fartavam dos pontapés e cabeçadas fechava-os no quarto e obrigava-os a brincar ao quarto escuro. Quando os meus pais chegavam para me buscar, sorridentes e preocupados, perguntavam se eu estava bem, se ninguém me tinha atirado pela janela. E eu lá aparecia a dizer que queria ficar a brincar mais um bocadinho, acompanhado dos outros meninos que subscreviam a petição. Ficavam os pais sobrantes, todos à conversa: (- O seu não come nada; - é, não gosta de nada, é muito difícil alimentá-lo, nem no colégio... - ai, está outra vez mais caro, já viu? Aquelas... blá, blá, blá).
Quando ia a casa do meu melhor amigo ficava chocado com as guerras de molas que o Hugo e o Vasco (nomes fictícios, na realidade todos os meus amigos se chamam João.) faziam, um contra o outro, os dois contra o Pai, and so on... Achava promíscuo mudar assim de aliado, como quem muda de boxers. Assistia, candidamente, como se do jogo do Sporting se tratasse, e depois ficava feliz por ter acabado a tortura, como se do jogo do Sporting se tratasse. Pelo meio tinha que responder à mãe ( tem um nome a senhora, mas lá em casa chamam-lhe mãe) que não, não queria comer nada, e que não, a minha mãe não ia pensar mal da mãe se chegasse a casa sem comer nada. No fim, atirava uma mola à cara de alguém e comia uma carcaça, não fosse ficar com fama de anti-social. Não sei porque carga de água, acharam piada ao voyeurismo e continuaram a convidar-me rotineiramente para o espectáculo.
Na rua onde brincava só havia meninas, e não andávamos à porrada. Brincávamos aos médicos.
Na escola divertia-me a descobrir recantos para esconder a comida que não comia, e a mim próprio quando havia porrada ou ameaças disso, o que era frequente. Por essa via, fiquei célebre entre os meus pares como inventor e mestre do famoso jogo ( como é que aquilo se chamava, caralho? Invadir o Colégio? Acho que era isso...) "Invadir o Colégio", cujo propósito era enganar as vigilantes com uma peta qualquer, entrar pelo edifício adentro durante o intervalo (muito proibido), descobrir um bom esconderijo e dar com elas em loucas quando se apercebiam que não voltávamos. No fim ganhava (eu) quem entrasse a horas na sala de aula sem ter sido apanhado.

Pensando melhor, não gostava de ter andado à porrada quando era puto. Gostava mesmo era de andar à porrada agora.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Se tivesse um firewall

Não escrevia post-scriptums.

Se a Rititi fosse um gajo

Votava nela. E ainda assim, com tremoços no SNS, voto nela na mesma. Tenho dito.

Poesia d'algibeira III

O Pai lá ao fundo diz:
- Salta, puto, salta.
O puto não salta porque não há para onde saltar.
O Pai lá de longe incita:
- Joga, miúdo, joga!
O miúdo não joga porque não há o que jogar.
O Pai lá no escuro geme:
- Corre, filho, corre...
Há sempre para onde correr.
Mesmo não havendo um Pai .

( Sem som, mas com, e ainda, o "missing" dos Evanescence no lugar onde guardamos as ideias.)

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Da boa educação

Boa educação é calar nos momentos de vitória ou de derrota e interagir no espaço de tempo que os medeia.

A crise

Está a mostar os dentes. A TAP baixa os bilhetes para 60 € em todos os destinos da Europa. É daqueles factos que se há-de estudar em História no Liceu (E.S, 2+3, como quiserem). Não necessariamente a TAP, mas as companhias aéreas. Já estou a imaginar os alunos a fazerem tabelas (ou provavelmente fluxogramas) com as causas e consequências da crise, a decorarem esta entre muitas das consequências. Depois põem no recycle bin da sua memória para dar espaço ao que for importante na altura. And life goes on...

Longe da vista...



Aqui perto me encontrei longe de mim, bem longe, de armas e bagagens na mente e manteiga no coração.
Agora que volto ao meu desencontro encontro-me na necessidade de descobrir na algibeira a sabedoria que não tenho. E feliz pelas indicações sobre onde encontrar parte do muito que me falta, volto para os meus dias mais cheio, desta vez de alguma coisa, para variar do costumeiro nada.

domingo, fevereiro 06, 2005

Poesia d'algibeira II

Andas em deambulações estranhas, rapaz;
São estranhas as tuas direcções.
Ao lugar não te levam,
E ainda assim te levam a algum lugar.
Se assim queres, assim é,
Olha para a direcção em que cresce a relva.
Olha para a direcção donde te toca o sol,
Vê aquilo para onde olhas,
E faz um juízo;
Pois quando o dia chegar teu juíz serás.

" I will get my love 'cause I will be your love...don't look back!" ( "driving you slow", The gift, in am-fm.)

sábado, fevereiro 05, 2005

paradoxos

Os segredos de uma alma não devem ser revelados.
É feio guardar segredos.

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

wild rose II

They call me The Wild Rose

But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day
From the first day I saw her I knew she was the one
As she stared in my eyes and smiled
For her lips were the colour of the roses
They grew down the river, all bloody and wild
When he knocked on my door and entered the room
My trembling subsided in his sure embrace
He would be my first man, and with a careful hand
He wiped the tears that ran down my face
CHORUS
On the second day I brought her a flower
She was more beautiful than any woman I'd seen
I said, 'Do you know where the wild roses grow
So sweet and scarlet and free?'
On the second day he came with a single rose
Said: 'Will you give me your loss and your sorrow?'
I nodded my head, as I lied on the bed
He said, 'If I show you the roses will you follow?'
CHORUS
On the third day he took me to the river
He showed me the roses and we kissed
And the last thing I heard was a muttered word
As he stood smiling above me with a rock in his fist
On the last day I took her where the wild roses grow
And she lay on the bank, the wind light as a thief
As I kissed her goodbye, I said, 'All beauty must die'
And lent down and planted a rose between her teeth
CHORUS

"Where the wild roses grow", Nick Cave, in Murder Ballads.

Muito a contragosto.

Apetecia-me deixar o post do closer eternemente como primeiro post da página. Mas isso seria desvirtuar o blog ou deixar de escrever nele. Obriguei-me a escrever este só para ter um blog em Fevereiro.